Nosso Tempo

Do tempo em que estamos vivendo pode-se conjecturar muita coisa, colocar adjetivos e reclamar horrores, mas um termo me parece mais adequado: confuso. As vezes me pergunto se não estou inquieto por causa da idade. Afinal todos concordamos que a juventude é mais propícia ao sonho do que a vida após os cinquenta. E não é difícil conceber que sonhar é melhor que levar a vida cheia de responsabilidades.

Mas porque afinal mesmo pessoas jovens concordam que na atualidade é mais difícil de se viver. Afinal, o progresso não gerou a felicidade que esperávamos? A resposta parece fácil se levarmos em conta que, com o passar dos anos a população cresceu em quantidades exponenciais e o emprego não acompanhou esse crescimento. E mais, o avanço tecnológico acabou gerando desemprego, na medida em que houve substituição da mão de obra humana pela tecnológica. Mas isso não é só.
Comparemos alguns aspecto do nosso cotidiano com os de quarenta anos atrás.
Hoje temos a informática com todas as suas possibilidades, redes sociais, vídeos do youtube, mais facilidades para divulgar ideias; antes, visitávamos mais nossos amigos, íamos mais ao cinema, íamos mais à biblioteca. hoje muito mais pessoas podem gravar em casa suas próprias músicas e isso possibilitou a divulgação de gostos musicais de toda espécie: o resultado foi massificação de gêneros e ideias fáceis, mmuita coisa com ausência de senso crítico, o que não se limitou à música; cada vez mais encontramos na net, pessoas divulgando o racismo, o ódio indiscriminado e teorias que carecem de comprovação.
Antes, os compositores assinavam contratos com as gravadoras, o que forçava à profissionalização dos músicos e o consequete primor nas composições. Ou seja, o conteúdo das músicas era mais selecionado.
As pesquisas bibliográficas levavam à conclusões mais consistentes, por isso não podemos abandonar as livrarias e a biblioteca. Isso quer dizer que o livro, mesmo que seja digital não perdeu seu espaço. Enfim, uma coisa é certa: no atual estágio sabemos que a net não pode substituir antigos hábitos como ir ao cinema, visita amigos e bibliotecas; estas continuam sendo atitudes mais sadias, pois possibilitam o corpo a corpo, que nos permite sentir o insubstituível calor humano.

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