Não foi sem sentir um pouco de frio na espinha que acompanhei no último domingo, 25/06/17 a notícia da eliminação da Portuguesa, a famosa Lusa do Canindé, do brasileiro da série D, logo na primeira fase. A notícia trouxe ares de tristeza para o meio futebolístico do país, principalmente daqueles como nós torcedores, ex-jogadores, imprensa, dirigentes, e outros. E deixou uma dúvida: terão os clubes de hoje a mesma longevidade de antes, com 100 ou mais anos de idade ? Viverão no futuro os clubes um tempo maior que a média de vida dos brasileiros – por volta de 72 anos, segundo as últimas estimativas do IBGE?
Alguém pode questionar – E as mazelas sofridas pelo Remo no Canindé na década de 1990, quando pela 2ª divisão, num jogo de volta em que o Leão venceu o jogo de ida no Baenão por 6 x 2 ? Pode até ser castigo, mas são águas passadas, e naquela ocasião conseguimos, apesar dos pesares, nos classificar mesmo na casa do adversário.
Fica uma lição de alerta. O futebol no Brasil está cada vez mais competitivo. As dificuldades são cada vez mais numerosas. Para usar um ditado antigo e bem exemplificativo: “Jacaré que não se cuida (va) vira (va) bolsa de madame” Por isso, nós do Remo que já passamos por situação parecida temos que continuar vigilantes e nunca deixar a peteca sequer pensar em escorregar um degrau que seja.
Devemos muito comemorar o fato de jogar hoje visando subir para a série B. Nosso lugar é na série A, e nela queremos permanecer para todo o sempre. Nossa capacidade é para além disso, porque fazemos parte de uma das maiores torcidas do Brasil. Jogadores que vestirem a camisa do Leão devem honra-la, e ter em mente que a nossa torcida não merece reviver o que passa hoje a da Portuguesa. Porque o Remo é coisa única no Norte do País. Não podemos tirá-lo do peito porque ele é eterno entre nós. E viva o Infinito Leão azul do Pará !